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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Adaptar-se

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Caminhando na praia percebo as construções feitas a beira do mar, a força das ondas ao longo dos anos danificam as estruturas de concreto. As ondas sempre vão existir, o que os homens tem que fazer é adaptar suas obras de acordo com a logística da praia pra não ter prejuízo. A vida da gente é como essas obras, não podemos ser inflexíveis ou então não sobreviveremos, precisamos nos moldar diante da forças das ondas pra não ficarmos pra trás. Você não gosta de cara feia? De gente mal educada? De injustiça? Eu também não. Mas tem gente que também não gosta de sentir fome, sentir frio, não ter lugar pra morar, de não ter dignidade. E mesmo assim, a gente vive. O mundo grita todos os dias, todas as horas: TU TE ADAPTAS, SENÃO EU TE DEVORO, essa é a lei.

MANIFESTO PELO DIREITO AO DELÍRIO

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A lucidez dos meus dias já não está tão interessante, são compromissos em cima de compromissos, agenda lotada, não me alimento nem durmo direito, só existe hora certa de resolver problemas que nem são meus. Tô cansada dessa vida cheia que às vezes me faz sentir tão vazia, tô cansada de tanta formalidade e disciplina. Quero o direito de delirar quando quiser! Quero o delírio dos loucos, dos amantes embriagados, andar por aí sem ter hora pra voltar, ser dona de nada, ser esquecida pela agenda sem peso na consciência. Quero delirar livremente.




POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas.
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lir…

Esse ano...

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Sou uma reclamona sem motivos, um dia desses tava achando que esse ano tinha sido uma merda por ser tão cansativo, mas parando pra avaliar bem, esse foi um dos anos mais produtivos da minha vida. Sim, acho que construção e aprendizado são duas palavras que definem bem 2012. O Diretório Acadêmico de Enfermagem IdentiDAde, as eleições municipais e a UJS Recife, as eleições do DCE me proporcionaram tantas experiências ímpares, que tenho certeza que alguma coisa ficou em mim de tudo isso, coisas ricas, bonitas, aprendizados pra vida toda. 
Conheci pessoas maravilhosas e outras nem tanto, momentos felizes e outros desagradáveis, momentos de loucura e de sobriedade, não tenho dúvidas, tudo serviu pro meu adiantamento moral. Aprendi sobre mobilidade urbana, tive medo de perder meu pai, fui infeliz quando desconfiaram das minhas verdades, aprendi como faz uma campanha de doação de sangue, passei em umas mil salas de aula, fui desafiada pelo novo centenas de vezes, me apaixonei algumas, aprendi…

o coração da educação

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Há alguns dias em um espaço de discussão sobre a "Reforma Universitária" um amigo falou que a universidade é o coração da educação brasileira, discordei imediatamente. Enquanto militante do movimento estudantil universitário compreendo o quanto é importante a contribuição do ensino superior para o desenvolvimento e soberania do estado brasileiro, assim como o ensino técnico profissionalizante.
Claro, são formados na universidade os dirigentes de hospitais, tribunais, dirigentes da educação e tantos outros profissionais, sabemos que universidades públicas e privadas precisam estar em sintonia com os desafios que estão postos atualmente e por isso que a gloriosa União Nacional dos Estudantes - UNE existe, as entidades estaduais existem, como a União dos Estudantes de Pernambuco - UEP e existem tantos diretórios e centros acadêmicos, por que a educação no ensino superior não é perfeita, faltam vagas pra todo mundo, falta qualidade no ensino, falta democracia no acesso, falta reg…

sempre a mesma coisa

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Não é como reveillon, carnaval, páscoa, são joão ou qualquer outra data comemorativa, natal é  sempre a mesma coisa. Os mesmos preparativos, os mesmos rituais, os mesmos sentimentos. Não muda em quase nada, todos reunidos na minha casa, minha chatice pré-natal, o brinde de meia-noite, minha mãe dançando com minhas tias feito uma doida, a "primaida" comendo feito bicho no meu quarto. 
É sempre a mesma coisa, mas não é mesmice. Faz bem e é bom. Gosto de ver minha mãe na correria pra receber todo mundo aqui em casa, receber várias sms iguais as do ano passado, ficar no quarto comendo e falando mal das minhas tias com meus primos. Eu preciso disso, aliás, quem não precisa? Essas mesmas coisas de sempre, sempre trazem a paz que eu preciso pra receber um novo ano. Quero mais mil anos com natais iguaizinhos a esses!

Como faz pra esquecer?

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Me diz como faz pra esquecer, como faz pra não querer mais, por favor, me diz como faz pra deixar pra lá? Pensei que seria mais fácil, na verdade, já esqueci e deixei pra lá outras vezes, mas não me lembro qual foi a receita/fórmula que usei, dizem que é o tempo, mas hoje não estou tão certa disso, talvez o elemento tempo esteja na receita/fórmula, mas ele apenas não basta, o desapego e tantas outras coisas precisam fazer parte dessa mistura. 
Olhando bem, eu sei com faz pra esquecer, o tempo tem que passar, a gente tem que desapegar, temos que nos ocupar com outras atividades, bom, acho que essa é a tal receita/fórmula. Mas como é que esquece mesmo? Eu não sei. Quero esquecer. Quero não querer. Quero não lembrar. Quero deixar ir. Mas sempre lembro, sempre quero, sempre volto. Que merda! 
Não tem jeito, tem que ter paciência, já fiz isso antes, não vai ser a primeira nem a última vez que me sinto sufocada por esse sentimento filho da puta. Pois bem, vou deixar o tempo passar, usar ele p…

E se o mundo acabasse hoje?

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Se o mundo acabasse hoje, se eu tivesse certeza que o mundo acabaria hoje eu não sei o que faria pra aproveitar a vida em tão pouco tempo. Eu não ia me drogar, muito menos sair transando loucamente por aí a torto e a direita, nem magoar pessoas só por que todo mundo iria morrer mesmo. Mas se hoje de fato fosse o último dia da existência de todos, com certeza eu desabafaria tudo que trago no peito e só mesmo o fim do mundo pra me fazer falar. 
Diria a meus pais o quanto eu amo eles, mesmo não demonstrando tanto e o quanto me sinto culpada pelas vezes que os magoei sem querer, querendo. Depois eu lembraria que ia morrer sem saber o que é ser mãe, me sentiria triste, mas depois ia sair pelas ruas e procurar aquelas crianças abandonadas pra dar comida, abrigo e proteção. Mandaria sms como de costume a todos os meus amigos, os mais próximos e os mais distantes, dizendo que todos são insubstituíveis e que eu não sei o que teria sido da minha vida se não fosse pela especial presença deles. 
Ma…

Saudade de Itamaracá

Vivo com saudade da minha Ilha, vivo com saudade de viver minha Ilha como eu vivia. Sei que mesmo que eu quisesse ela não seria mais como antigamente, as pessoas não são mais as mesmas, parece que as esquinas mudaram de lugar, o cheiro de maresia no fim da tarde tá diferente e a vontade de ir à praia num dia de sol não é mais a mesma.

 Tudo ainda existe, mas tudo mudou tanto. Tenho saudade de Itamaracá. Saudade. Saudade dos meus amigos, falar besteira e rir até não aguentar mais, falar mal dos outros, ficar no calçadão em frente ao Bem Amado fazendo nada, só vendo a vida passar, ficar na esquinar da praça de jaguaribe falando água, fazer macarronada de madrugada, andar pela casa das amizades pela tarde, praça do pilar a noite e ficar de mesa em mesa conversando por horas, ficar muito doida e ter a certeza que vou voltar pra casa bem. 

Detalhes bestas e tão felizes, recheavam minha vida de alegria. Vivo com saudade de vocês.

Deixa ir pra chegar

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Deixa ir. Deixar ir porque não serve mais, não tem mais nada pra te oferecer a não ser lembranças, boas, gostosas, tristes, engraçadas, lembranças pra ficarem guardadas. Deixa ir como a chuva que vai correndo pelas calçadas, livre, sem amarras, só sabe que já passou por ali. Deixa ir porque o tempo acabou. Não dá pra reajustar, reorganizar, ou refazer, o que fez, fez, o que não fez, deixa pra lá. Deixa ir pra chegar. Chegar coisa boa, coisa ruim, coisa triste, coisa engraçada, coisa nova.








Permitir-se

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Pois não.
Eu quero. 
Vamos. 
Tudo bem. 
Vou. 
Posso. 
Acredito. 
Essas palavras mais algumas outras são chaves que abrem portas novas, elas te permitem viver, dizer mais sim do que não.
Deixe ser. 
Permita-se!


Das lembranças

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20 anos. Sou uma moça. Bem menina, mulher quando precisa muito. Mesmo assim guardo dentro de mim milhões de lembranças, de tempos atrás, ou de ontem mesmo e sinto prazer em resgatar elas na memória só pra ficar revivendo e revivendo. Parece coisa de gente velha. Parece coisa de Dom Casmurro. 
Me identifico tanto com esse sentimento nostálgico que Machado de Assis descreve essa história, onde ele reconstrói a casa que viveu na infância em Matacavalos só pra se sentir melhor, tentar como ele fala "atar as duas pontas da vida". Me sinto bem quando releio meus diários antigos, quando olho o orkut ou fotolog, quando encontro alguém que não vejo há séculos. Tudo que já passou é um lugar seguro como diz uma música de Ana Carolina.
 Todo mundo é assim? Eu gosto disso, mas ao mesmo tempo digo a mim mesma que tenho que parar com isso. Parar com isso de perder meu tempo com o passado. Parar de achar que "tempo bom" foi o que que passou. Parar e viver o agora. Não ser Dom Casmur…

Das camas

Das camas que já deitei por acaso, alguma coisa ficou em mim. Os braços, abraços, o toque, os beijos molhados, o desejo, o cheiro. Das noites proibidas, das loucuras tão bem vividas, das despedidas no fim da farra, algo ficou. Ficou a certeza de que o prazer não tem limites e que o corpo sempre vai pedir mais e mais e mais. Ficou a vontade de voltar e repetir o que foi bom e fazer melhor. Ficou o sorriso da lembrança. Ficou o carinho do momento. Ficou mais que tudo, o sentimento de liberdade. Liberdade de chegar, ficar, deitar, rolar, sorrir, suar, ir embora, querer voltar ,querer não voltar nunca mais. Das camas que deitei por acaso, deixei alguma coisa nelas.

"PRA TRANSFORMAR A UPE, UM NOVO DCE"

Depois de uma maratona de mais de quatro semanas, foi eleito com 2762 votos a chapa "PRA TRANSFORMAR A UPE, UM NOVO DCE", um coletivo de quase 120 pessoas que conquistaram mentes e corações do sertão ao litoral na Universidade de Pernambuco. A vitória é fruto de uma campanha propositiva! Que mostrou pro estudante que a UPE é boa, é importante, mas que infelizmente ela ainda não atende aos desafios do novo momento que o nosso estado vive hoje. E que se não for os estudantes que são as pessoas que sentem esses problemas na pele e as melhores pessoas a pensarem as soluções, a UPE tem grande chance de retroceder ao invés de avançar. 
Estive em uma palestra uma vez em que uma pedagoga contou a história do beija-flor que tentava apagar sozinho um incêndio na floresta, seria impossível. O que ele tinha que fazer era convencer a outros a trabalhar junto a ele, por que sozinho ele só iria se desgastar, se desgastar e nada de incêndio apagado. Conquistamos e fizemos milhares de olhos…

Presidenta do DCE da UPE

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Não é pelo ego, não é pelo status,aceitei o desafio de ser a então PRESIDENTA do Diretório Central dos Estudantes da UPE por amor ao movimento estudantil. Tô sentindo um frio na barriga tremendo e ao mesmo tempo uma alegria sem fim. Não sei os outros que acompanharam o processo, mas eu me emocionei todos os dias! Desde que a chapa que participei ano passado perdeu as eleições em 2011 que eu sonho em ser DCE, mas e agora? Será que vai dar certo? Será que eu vou conseguir articular RMR, zona da mata, agreste e sertão? São tantos os medos. 
Apesar de ter sido chapa única, vibrei a cada voto contabilizado, foram 2762 votos de reconhecimento do nosso esforço e foi muito esforço. Fui feliz a cada etapa, primeiro me organizando no Diretório Acadêmico de Enfermagem IdentiDAde, depois ajudando na reconstrução do Diretório de Ciências Biológicas, acompanhando o de Educação Física, tentando reorganizar o de Odontologia, além disso, sempre fazendo as conversas individuais até que depois de muito t…