GABI

Quando ela era pequenininha que vinha dormir comigo e eu praticamente não dormia a noite inteira pra ver se ela tava respirando, eu sentia um amor parecido com de mãe. Quando ela me acordava de manhã pra fazer mingau e eu não queria levantar de jeito nenhum ou quando na hora do almoço ela não queria comer e minha vontade era dar umas tapas e fazer ela engolir a comida e não podia, sentia um amor parecido com amor de irmã mais velha. Quando ela leu o diário dela pra mim uma vez, eu senti amor e me senti amada também, amor de amigas. Quando ela me falou que tinha um namoradinho na escola eu fiquei possessa, mas depois senti mais amor por saber que ela confia em mim. Quando ela não tinha nem tamanho e chorava quando eu ia embora da casa dela , eu ficava com o coração bem pequeno e ao mesmo tempo sentia  uma satisfação enorme em saber que aquele pingo de gente que não sabia de quase nada da vida, me queria tão bem. Quando eu encontro ela na rua depois de dias em dias sem a ver e ela corre pros meus braços com um sorriso largo no rosto, me sinto grata por esse presente que Deus me deu. Minha afilhada, Gabi. 

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