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Mostrando postagens de Novembro, 2014

das invenções

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Com o tempo, as dores, os amores, dissabores e os delírios me fizeram ter uma constatação, tudo que é de subjetivo nessa vida não passa de pura invenção por conveniência! Assim são com as grandes paixões e com a dura saudade que servem pra nos atormentar, sim, paixões e saudade são grandes tormentos que invadem subjetivamente nossas emoções, nossos desejos e nossas vontades.Um dia te juro amor eterno, largo o mundo e seguro na tua mão, amanhã acabou e depois de amanhã morro de tristeza e saudade. Quando me convém sinto amor, preciso dele pra sentir viva. Quando me convém sinto saudade, só pra fazer drama. Em um dia me esqueço de tudo, no domingo resgato tudo na minha memória pra me torturar. Em um novo dia começo tudo de novo com uma nova paixão. A subjetividade das emoções inventadas por conveniência me fez entender que não podemos escolher objetivamente o que vamos sentir, mas que paixão e saudade são "inventáveis".

finalmente encontrei as flores

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Ainda era manhã, da janela do ônibus consegui reparar nas flores que coloriam a avenida de concreto, de repente me lembrei "é a primavera!" e lembrei das palavras publicadas recentemente por uma amada amiga, Alana:

Chegou a primavera! É hora de estabelecer o que nos fará sorrir nos dias em que o frio invernal persistir em prevalecer. Chegou o tempo das flores... As tulipas, as rosas, os jasmins, as margaridas e orquídeas. Cada flor traz em si um poema único, como no Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, "Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando a contempla". E ela jamais se esgotará, "Por mais que você devore um poema, o sentimento que ele provoca jamais se esgotará" (Rubem Fonseca), assim acontece com as flores, assim é a poesia da primavera, para ser contemplada. "Poesia não é para ser entendida. Poesia não é bula de remédio." (R. F.) O que fará de sua primavera?! …

caiu na prova

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Caiu na prova de português hoje...

Amor é síntese
Mário Quintana

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.


Me encontrei em todos os versos e me perdi da prova. Que pena que não o usaram pra interpretação.