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a arte das torradas

Quando era ensino fundamental li em algum lugar sobre a "arte de lavar louça", a arte de transformar o sujo no limpo, era poético mas não me recordo tanto. Ao passar margarina em um pão duro pra fazer torradas pra o café da manhã, me atentei pra poesia. Comprei aqueles pães com as últimas moedas que tinha na carteira, com a vida corrida que levo nesses tempos de muita responsabilidade não pude comê-los antes que ficassem duros como um pão duro, lembrei que podia "reciclá-los" e eles ficariam tão bons quanto antes, teriam agora um sabor: fazer deles torradas! E assim o fiz, a arte de transformar o duro e "incomível" em algo saboroso, precisamos praticar mais essa arte na vida, a arte das torradas.

sobre gostar.

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Velando teu sono me pergunto o que me trouxe até aqui, talvez tenha sido essa mão quente esquecida na minha coxa ou talvez seja só a vontade de estar bem aqui dividindo o calor que teu quarto faz com os 40° graus de Recife mesmo no meio da madrugada. Ouvindo tua respiração viajo pra os meus pensamentos e me pergunto o motivo que me fez mudar meu caminho quando já tinha escolhido seguir pra outro destino sem fim, acho que foi porque de repente lembrei do beijo matinal que sela o final do encontro em plena boa vista. Concluo que gosto de você sem vírgula. Resgato na memória agora um vídeo de Chico Buarque falando: "e não há definição mais completa pra explicar por que se gosta de uma pessoa: gostava dela porque era ela, porque era eu". Gosto de você porque juntos somos nós, sem você sou só eu.