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como um cardápio




Hoje me perguntaram se eu queria um sexo selvagem apenas, um sexo casual, umas saídas pra barzinhos ou um romance, assim, como um garçom que mostra o cardápio e pergunta ao cliente qual o prato do dia, sua preferência. Levada pela pergunta e pelo leque de opções que me foi oferecido ainda pensei em escolher alguma coisa, quem não quer sentir prazer, brindar à vida por aí ou amar? Mas na mesma hora caí em mim, não se pode definir tipos de relacionamentos pelo gosto do dia, isso seria definir o sentir e sentimentos não se definem, são sentidos como a chuva que bate no rosto quando pega a gente de surpresa na rua. Na verdade o ideal seria se assim fosse. Um dia eu quero morrer de amor, no outro quero esquecer sem sofrer, no outro só quero vadiar com qualquer um por aí e assim escolher de fato o "prato do dia", mas como não dá pra programar, a gente tem que ir vivendo desse jeito mesmo, sentindo.  

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