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Mostrando postagens com o rótulo PRA DISCORDAR

obviedades em meio ao caos

Nada é tão humano quanto uma doença, nada é tão humano como estar doente, os processos biológicos de nascer, reproduzir, adoecer, morrer validam em nós a ideia da igualdade. Somos iguais perante a morte. Não tem nada pior pra cada um de nós que uma doença, ou até mesmo qualquer coisinha, sabe uma afta? Incomoda bastante, deus me livre. Eu li em algum lugar dos estágios que passei na faculdade, algumas coisa do tipo "a doença nos torna estranhos a nós mesmos", é como se aquela condição que a gente está não fosse a gente, porque não é nossa normalidade e isso causa um sentimento melancólico/triste de estranheza.  Eu tava com ideias de escrever sobre outras coisas até uns dias atrás, mas não dá pra rolar fuga ao tema nessas condições, só pensamos juntos em uma única coisa e vamos ter que passar por isso, então vou fazer meu registro, como era de costume, sobre o que passa aos meus olhos. Acredito que muitos de vocês ao menos já "passaram a vista" nas várias fo...

a hora da virada

Amigas e amigos, queridos e queridas conhecidas, de longe, de perto, de ontem e de hoje, faz um tempo que não paro alguns instantes pra escrever sobre o que penso dos acontecimentos políticos, me acovardei diante das atrocidades e confesso que a desesperança tomou conta de mim, acontece que estamos às vésperas de um processo eleitoral histórico e eu fui tomada por um sentimento de renovação e de esperança que precisa ser compartilhado a todos e todas que eu possa endereçar. Depois do impeachmeant de Dilma, da agenda de retrocessos do desgoverno Fora Temer, da prisão de Lula, dessa crise que a gente atravessa, eu voltei a acreditar que a gente pode virar o jogo, que a gente pode garantir a quinta vitória ao povo brasileiro nas urnas. Quero falar um pouco disso aqui e fazer um chamamento aqueles que querem um Brasil feliz de novo. Eu gosto de falar a verdade, falar o que eu vejo, defendo o que acredito e tenho lado. Ontem foi realizada a convenção da Frente Popular de Pernambuco, ba...

educação, enganação, conformação

Tava numa lojinha e reparei num compasso e numa régua redonda meia lua que estavam pendurados, materiais da escola em algum momento da minha vida, me esforcei pra lembrar pra que serviam, como usava e não consegui recordar, acho que não aprendi nada porque tem muitas coisas da escola que eu lembro muito ou posso ter aprendido momentaneamente, mas se perdeu na minha memória as suas respectivas utilidades. Além da geometria, várias outras coisas ficaram no esquecimento das diversas matérias escolares, assim como da própria graduação.  Fiz a reflexão que mais da metade de tudo que já aprendi até hoje, não foi na sala de aula, aprendi sobre como se sobrevive na rua com gente que nunca foi de frequentar escola ou pretensão de entrar na faculdade e aprendi sobre o que era ter consciência de ser cidadã na militância da luta política. Pois bem, nunca estudei em uma escola pública, mas já tive a oportunidade de entender como elas funcionam através do movimento estudantil e sempre me qu...

De qual projeto você faz parte?

Karl Marx, aquele barbudo legal que não é papai noel enxergou com clareza do que se nutria as relações sociais: "a história da sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes". Obrigada, Marx, por nos ajudar a ler o mundo com seus olhos. A nossa história é luta de classes, de oprimido e de opressor, de patrão e trabalhador, de esquerda e de direita! Cada lado tem um projeto de sociedade e eu preciso te perguntar de qual projeto você faz parte no meio dessa conjuntura de ódio, de desesperança, de infelicidade. Não se enganem, chegamos onde estamos porque nós, que sempre perdemos historicamente, que sempre sofremos e ganhamos a vida a vendendo na base do suor, começamos a ter mais força: elegemos um projeto diferente em 2002, entramos nas universidades, empoderamos as mulheres com programas sociais, tínhamos empregos, conquistamos a perspectiva de sermos mais felizes, esse projeto foi golpeado com o impeachment ano passado e de lá pra cá estão acabando com nos...

loreta e a pec 241

Eu não entendo porcaria nenhuma de economia, em contrapartida entendo de necessidades, entendo de gente, ou pelo menos tento entender. Li que a PEC 241 (Proposta de Emenda Constitucional) só reajusta os investimentos nas áreas sociais de acordo com a inflação pelos próximos 20 anos , independente da nossa arrecadação e independente do tamanho da população, bom não precisa entender muito pra ser contra isso quando a luta sempre foi pela ampliação, não precisa entender de economia pra ter certeza que as necessidades das pessoas sempre aumentam e que esse congelamento/retirada no orçamento traz malefícios pra uma parcela da população, a parcela que necessita.  A vida me ensinou a fazer algumas escolhas, a ter muitas convicções, já tive plano de saúde, sempre estudei em escola particular com muito sacrifício de meus pais pra que eu tivesse melhores condições de vida, sei que o serviço prestado por um plano de saúde pode ser muito mais eficiente que o serviço público e a qualidade ...

sobre a política de escrachos

Sempre falo que depois que entrei no movimento estudantil e adquiri consciência de classe entendi que a luta em defesa do povo é a luta do óbvio, é óbvio que o trabalhador deve ganhar proporcionalmente a força de trabalho que ele vende, é óbvio que o fato de ser mulher não pode diminuir meus direitos, é óbvio que ser negra não pode ser motivo de discriminação na hora de ocupar um cargo numa empresa, É ÓBVIO QUE IMPEACHMENT SEM CRIME É GOLPE !  Eu tinha 10 anos quando Lula foi eleito pra presidente pela primeira vez, eu não tinha noção da vida política do país, então não por consciência mas pela influência das pessoas que me cercam, eu senti uma alegria imensa com aquela vitória, lembro de ir eufórica pra escola de bicicleta com uma estrelinha do PT no peito, eu não sabia do que exatamente, mas meu sentimento era de orgulho. Eu tava certa em me sentir orgulhosa e a história nos mostrou que sim, era de eleger Lula que o povo precisava naquele período, a história nos mostrou que ...

O GOLPE É NO POVO!

A cabeça fervilha, os ânimos estão exaltados, existe um sentimento complexo de indignação, tristeza e muita raiva com a injustiça cometida. É preciso calma, eu que sempre digo que a gente deve colocar o coração na ponta da língua pra falar de política, defendo nesse momento difícil a frieza pra refletir sobre tudo que estamos vivendo para planejar bem os próximos passos. Quando tive minha consciência de classe despertada e entendi a necessidade de superar muitas contradições estruturais, como o caráter antidemocrático do sistema político eleitoral brasileiro, pensei que sabia do que estava falando, talvez apenas ontem eu tenha tomado total consciência do que realmente significa ter elegido em 2014 o Congresso Nacional mais conservador desde 1964. Muitos homens, poucas mulheres, muitos homens brancos, quase nenhum negro, muitos homens votando “pela família e por deus”, quase nenhum votando pelos direitos sociais de homens e mulheres conquistados nos últimos anos que é o mais caro p...

feminismo para iniciantes

Não faz muito tempo que me descobri feminista e me sinto muito responsável por despertar mais consciências pra essa luta que é tão necessária, então, vai aqui mais um registro. Tenho escutado as vozes do mundo real, tenho escutado opiniões assustadoras e preciso esclarecer algumas coisas antes que sufoque por dentro, preciso impedir que equívocos continuem sendo reproduzidos em relação a luta das mulheres.  Vamos lá, pra começar as pessoas precisam entender que o machismo foi construído socialmente ao longo da história, e quando as pessoas conseguem ter essa compreensão da construção social histórica das coisas, conseguem entender o racismo e a desigualdade que os negros se encontram até nossos dias, conseguem compreender que historicamente pobre no Brasil nunca teve oportunidade de ascender socialmente e só quando a gente elegeu um operário pra ser presidente é que conseguimos ter mais dignidade e oportunidades, enfim, a gente consegue entender que nada é um retrato parado, q...

depoimento ao Sindicato dos Professores de Pernambuco

pela liberdade, felicidade e vida das mulheres

Até um tempo atrás eu não tinha consciência da necessidade da luta feminista, eu menina/mulher, pensava que podia enfrentar o machismo diário sozinha, porque apesar de não ter consciência do feminismo enquanto instrumento de transformação social, eu sempre conheci o machismo muito bem desde sempre, às vezes a gente não coloca nome, mas ele tá ali no ônibus, na rua, dentro de casa, nas relações sociais e ele incomoda muito, ele faz a gente se perguntar porque disseram que é assim que tinha que ser até a gente conhecer outras meninas, que se incomodam com isso também, e entender que somente juntas é que vamos mudar esses conceitos que parecem imutáveis.  Eu sempre me incomodei quando em casa minha mãe e meu pai diziam que eu tinha que lavar os pratos e meu irmão não podia, sempre me senti mal quando era olhada por homens nojentos como um pedaço de carne na rua, trocava de calçada, desviava olhares, fingia que não era comigo, nunca esqueci de quando um homem encostou em mim no ôn...

a UJS e os desafios do Recife

A União da Juventude Socialista - UJS é uma entidade dirigida ideologicamente pelo Partido Comunista do Brasil, mas com autonomia e organização própria. Estamos organizados em direções municipais, estadual e nacional, também constituímos núcleos em bairros, sindicatos e universidades. Somos a maior escola de política desse país, especialistas em fazer movimento estudantil, frente que forja quadros preparados para assumir os desafios que estão dados na nossa sociedade, que faz uma leitura responsável e consequente da conjuntura política do país, nós somos muitos, já fizemos muita coisa, mas ainda estamos apenas começando. Realizamos congresso em dois e dois anos, atualizamos nossa política e elegemos novas direções, fazemos campanha de massas, filiando muita gente, qualquer jovem pode se filiar na UJS e ter a oportunidade de conhecer nossa entidade, claro que uma entidade de massas não consegue acompanhar todo mundo e aí cabe ao militante também a responsabilidade de estudar, parti...

JURAMENTO A TODAS AS MULHERES

Eu juro que seremos irmãs e que eu vou entender cada uma de vocês, a cada instante e em todos os momentos, porque essa semelhança de sermos mulheres nos une e faz com que eu me coloque no teu lugar incondicionalmente, embora possa discordar de uma coisa ou de outra de vez em quando, mas eu vou compreender e sentir a tua dor quando tu fores julgada, violentada, agredida, ofendida, por homens ou por outras mulheres e também vou entender essas mulheres, ainda que discorde. Eu juro, minhas amigas ou não amigas, que vou defender todas vocês quando colocarem a culpa na gente, quando disserem que a gente fez a escolha errada, que a gente é louca, quando disserem que a nossa luta não faz sentido, vou defender com unhas e dentes porque por muitos anos estivemos caladas, por muito tempo aguentamos tudo sozinhas, mas agora estamos nos encontrando com megafones e nunca mais vão calar nossa voz. Eu juro, menina que vou contribuir de alguma forma pra que os meninos que crescem contigo não t...

sobre a FOME que ninguém vê

Eu nunca senti fome. Não é a fome que a gente tem vontade de comer quando o relógio marca meio-dia, não é a fome de passar um dia inteiro sem comer por qualquer motivo. Eu nunca senti a fome que tirasse minha dignidade. É essa fome que quero denunciar. A fome que humilha, castiga e maltrata. Fui provocada a pensar sobre em uma dessas conversas da pré-candidatura, perguntei que problemas seriam prioridade no Recife e o amigo respondeu sem pestanejar: a fome!   A maioria das pessoas fala trânsito, educação, segurança e então pela primeira vez alguém citou um problema mais humano que todos esses juntos, alimento é o combustível que nos dá a vida, quem não tem o que comer vive como? Vive morrendo? Vive pela metade? Finge que vive? Não sei, a gente nem vê. Que bom que pude ver pelo menos um pouco pelos olhos do amigo da conversa.   Me veio tanta coisa na cabeça, mas a princípio doeu, a fome deve doer mesmo, lembrei de um artigo que um camarada escreveu e que...

esperança à vista!

Acho que não existe invenção mais sensacional que a troca de ideias entre as pessoas, isso de num processo mútuo poder despertar interesses, vontades, sensações e crenças a partir de uma simples troca de palavras. Uma dia desses defini que política é a gente falar sobre o que incomoda e de forma coletiva pensar soluções na ordem das necessidades humanas, ou como diria mujica, a política deve ser feita pra cuidar das pessoas. Aqui no Brasil não é bem assim, existe um distanciamento incalculável entre os políticos (representantes do povo) e o povo (seus representados), além disso quando se fala em política, lamentavelmente, se associa logo a um homem de terno e gravata e a ideia de alguém com grandes poderes econômicos. Política de verdade não é isso, não pode ser isso, política é o instrumento que temos de mudar as coisas pra que a gente torne a vida das pessoas menos difícil, pra que possamos oportunizar acessos a bens sociais básicos como saúde, educação, lazer e tantos outro...

MULHERES CHATAS, LIVRES E FELIZES

Outro dia uma colega de trabalho tava contando que mulheres viúvas são mais felizes, segundas elas, elas saem mais porque não tem mais tantas obrigações domésticas como cuidar do marido e elas mesmas recebem o dinheiro que antes ficava na mão deles.   Vi no facebook uma senhora de 80 anos que se divorciou nos anos 60 e agora está na universidade, defende a independência pra que as mulheres estudem, trabalhem, saiam com amigas. Tenho amigas que dizem que não querem de jeito nenhum ter filho porque não querem e pronto, e ainda tem aquelas que não querem saber de casamento. É que nós somos uma nova geração de mulheres!   Somos a geração de mulheres que não topa ser a empregada doméstica da casa que cumpre exigências dos maridos, somos inclusive a geração de mulheres que não tem "marido", mas que procuramos companheiros pra dividir as confusões e prazeres da vida.   Somos a geração de mulheres que não somos obrigadas a manter relacionamentos por conveniência e qu...

mulheres submissas não me representam!

Eu sou dessas que chora quando uma amiga engravida, chora em casamento, chora em formatura, eu choro em tudo, chorei até em um casamento evangélico de uma amiga, porque ela era minha amiga e ela estava feliz, fiquei feliz por tabela.   As lágrimas caíram entre a emoção do ato e a indignação de ter escutado do pastor alguma coisa do tipo, "agora você deve obediência a seu marido". Respirei fundo e tive que aguentar, eu não tinha nada a ver com aquela situação, a religião e o casamento nesses moldes era um escolha individual dela, não cabia a mim questionar por mais que discordasse de tudo aquilo.   No ano de 2013 a vereadora do Recife Michele Collins subiu na tribuna pra criticar casamento gay e embasou seu discurso defendendo a família tradicional e a submissão das mulheres a seus respectivos esposos (leia aqui ). Isso já faz mais de dois anos, mas é um debate muito atual e algumas pessoas próximas vem me lembrando este fato e é ine...

a suspeita de um filho

Tem coisas que acho íntimas demais pra escrever e publicar, mas encontrei no ato de escrever uma forma de dividir sonhos, ideias, opiniões, angústias e vontades, em um momento de angústia a um tempo atrás quando pensei estar grávida e sofri com essa dúvida, fiquei pensando se todas que já passaram por essa situação sentiram tudo que eu senti e essa semana uma publicação nas redes sociais de uma camarada me fez lembrar disso, ela fez um depoimento do quanto a questão da maternidade é algo tão particular e singular da mulher único e exclusivamente, porque é no corpo dela que a criança cresce, se desenvolve e nasce e que depois que nasce é dela que ele vai precisar pra se alimentar, então por mais que o pai queira contribuir ao máximo durante a gestação objetivamente, ele não pode fazer porque não cabe a ele, claro que tô pontuando aqui questões muito objetivas, mas pragmaticamente é isso.   E aí, a camarada coloca muito claro isso, as decisões devem ser da mulher, então tudo é c...

intolerância, ódio e resistência

Tenho no momento 23 anos de idade, nem sempre fui atenta as questões da política nacional e aos debates efervescentes da sociedade que foram pautados desde que me entendo por gente, pois somente depois que ingressei no movimento estudantil que tive minha consciência política despertada apesar de sempre carregar em mim uma grande vontade de mudar as coisas, mas pelo que posso perceber estamos de fato em um dos momentos mais difíceis dos último tempos, são tempos de intolerância, discurso de ódio e resistência para os sonhadore s. E u acho muito sinceramente que na vida não existem pessoas boas de um lado e más do outro no sentido puro da palavra, acho que existem pessoas de interesses distintos e que acreditam e defendem causas e ideias distintas, acho por exemplo que existe a intolerância e às vezes o ódio de ambas as partes daqueles que protagonizam os projetos políticos antagônicos no nosso país e muito mais daqueles que não tem nem consciência do que isso significa de verdade....