72h pra você me chamar de louca e eu te chamar de louco, 72h pra eu fechar a janela quando o fogo tiver aceso e pra você abrir, 72h pra gente trocar de lugar várias vezes na cama na mesma noite, 72h pra gente se desencontrar por uns minutos e a 3ª guerra mundial quase começar, 72h pra eu ficar enjoada pelo menos por 48, 72h pra gente morrer de preguiça e ter coragem de subir ladeira pra dançar forró, 72h pra te ver quase chorando quando o despertador toca, 72h pra ficar longe por um tempinho e morrer de saudade, 72h pra querer mais horas pra fazer cafuné, encostar a cabeça no peito, arengar por qualquer coisa e rir da vida.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...

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