Se o filme que eu escolhi for ruim, mais vale a pressão dos meus dedos na tua nuca, mais vale teu cheiro nas minhas mãos, mais vale o carinho do momento, não importa o filme. Se a gente se desentender por algumas horas, mais vale o esforço de se fazer entender depois, mais vale o diálogo sincero, mais vale a reconciliação e o estar bem, não importa o desentendimento. Se a gente passar dias sem se ver, mais vale o coração acelerado do reencontro, mais vale a saudade findada, não importa a ausência. Se eu vomitar toda comida que foi feita pra mim, mais vale o amor de ter preparado um prato bonito e apetitoso, não importa que vomitei. Se der alguma coisa errado, sem muita graça ou diferente do que a gente quis, mais vale estar juntos, mais vale quando a gente ri de tudo, mais vale quando dá certo!
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...

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