Estive
por esses dias em Petrolina, sertão de Pernambuco e em uma das ruas que andei
encontrei cerca de seis crianças brincando, brincavam tão felizes, uma delas
tinha os dentes todos pretinhos, mas nem por isso a beleza daquele rosto tão
alegre diminuiu. Elas eram crianças tão crianças, tinham meninos, meninas e uma
pureza daqueles seres que me encantou sem igual. Malícia e maldade, se um dia
eles já provaram desses predicativos de gente grande, no meio da brincadeira
eles se faziam totalmente desconhecidos. Benditas são as crianças puras nesse
mundo! Quem me dera que eu pudesse ser sempre a criança que ainda pulsa dentro
de mim, que é livre e transparente o suficiente pra rir somente quando der
vontade, que apesar de o mundo inteiro sufocá-la com tanta maldade e malícia,
ela ainda resiste com o brilho nos olhos de quem acredita nas benditas crianças
puras desse mundo.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...
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