Pular para o conteúdo principal

amores REinventados

Me identifico muito com o que nosso querido Cazuza escreveu, sou exagerada e adoro um amor inventado, não tem jeito, vou morrer assim. Eu sou tão exagerada que na verdade o que eu gosto mesmo são dos amores REinventados.

 É, gosto de "usar" (no bom sentido da palavra é claro) o amor até não ter mais graça, deixar ele desgastado, até eu por livre e espontânea vontade, querer deixá-lo pra lá! Não adianta querer desapegar se corpo, mente e coração ainda tem sede do outro. Diante de algumas circunstâncias insistir cause até mais sofrimento, mas eu sou da opinião que a melhor escolha é sempre procurar saciar o desejo da alma, coisa de gente sem juízo.

E aí a gente vive de paixão, de frio na barriga, de ciúmes, de insegurança, de raiva, de alegria, de tesão! Eu invento, esqueço e depois REinvento os mesmos amores, sou uma idiota. Parafraseando Cazuza mais uma vez, meus amores inventados e REinventados são mentiras que a minha vaidade quer, logo depois que acaba a distração eu esqueço que eles existiram.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

o cronômetro da mãe solo

22:30 e ainda estou lendo agenda escolar (eu achava que hoje daria pra terminar a leitura daquele livro que eu queria tanto, mas hoje mais uma vez não deu, tento desde o ano passado), nela encontro além dos 10 trabalhos de casa para serem entregues nos próximos dias, mais uma demanda que precisa ser cumprida sob pena de eu ser condenada como uma mãe descuidada, afinal é só uma guloseima pra comprar e entregar na escola, coisa super simples. 22:30 e desde 05:30 não paro de cronometrar o tempo (assim como todos os dias), até 06:30 eu e todas as bolsas precisam estar prontas, mas nunca estão (são pelo menos 5 bolsas que precisam ser checadas todos os dias antes de sair, com vestimentas, refeições, acessórios, materiais de trabalho), 06:30 é hora acordar a princesa para ela estar pronta até 07:00 e ela nunca está, a meta é sempre sair pelo menos 07:15 e incrivelmente tem dias que eu consigo. No trabalho avalanche de demandas, mato todas no peito, sei fazer tudo, sou boa em fazer tudo que f...

das pessoas que inspiram vida e poesia

Na manhã do sábado passado vi nas redes sociais através do comandante Luciano Siqueira a notícia do falecimento de um militante do PCdoB, "Marco Albertim", senti profundamente pela sua partida, não que eu ache que a morte seja uma coisa ruim, ainda mais depois que soube como se deu sua partida, mas é que a morte é um fenômeno tão individual que causa isso na gente, uma estranheza danada. Pois bem, nunca o vi na minha vida, mas seu nome ficou registrado na minha memória quando li em 2013 a forma poética e única com que ele descreveu a cerimônia de posse da entidade que presido até junho deste ano, a UEP, intitulado de "O merecido convescote".  (leia aqui) Através de Siqueira também pude ler algumas linhas que o filho do camarada dirigiu ao pai e ele fala da sua "elegância narrativa", é exatamente isso, parecia que eu tava lendo um texto de um episódio antigo, ele usava adjetivos rebuscados e de fato, elegantes. E palavras bonitas por si só podem ser ao...

Venâncio

Venâncio surgiu na minha frente e imediatamente me fez sentir coisas, como um frisson tomou conta de mim, não sabia seu nome, seu endereço e sua procedência, nem pude ver seus olhos por conta da lupa escura que ornava o rosto, mas soube naquele instante que ele era bom. Nos encontramos. Pensei que fosse o início de uma história de amor, desejei que fosse, mas não foi, fomos nos desencontrando aos poucos. Pude então ficar livre para escrever outras histórias, várias, a maioria completamente inventadas para passar o tempo, vivi dramas, romances, decepções, paixões, cheguei até a pensar que tinha vivido a maior delas, cheguei até a ter um filho e mesmo assim nunca o perdi de vista, estava perto e muito longe também.  Vivemos distantes, desejei algumas vezes que a história que começou no nosso encontro ainda pudesse existir, resistir aos desencontros, as outras histórias, minhas, dele, mas o desejo parecia pecado, crime ou ilusão e então forçava o esquecimento, desistia como sempre. Se...