gastamos. o combinado comigo mesma era de "gastar enquanto tinha" e assim aconteceu, gastamos tudo, não sobrou mais nada, eu sabia que seria assim, não adianta querer largar quando ainda tem tanta vontade de não largar, o negócio é gastar enquanto tem. foram incontáveis noites de paixão, horas e horas de saudade, beijos e abraços infinitos, declarações inesquecíveis e aquelas lágrimas cheias de sentimento que denunciavam o fim de tudo, gastamos em um final que não foi feliz, feliz era quando ainda tinha, mas não tem mais, gastamos tudo, sinto dentro de mim que não tem espaço pra mais nada. e como tudo que acaba e deixa um vazio, comigo não seria diferente, mas olhar pra trás é proibido e a vida me ensinou que pra frente é que se anda. eu protegi e ainda protejo o teu nome por amor e é incrível, mas a nossa música nunca mais tocou, que coincidência é o amor!
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...

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