Eu não sou um modelo ideal de nada, não sou modelo ideal de militante, sou muito indisciplinada, rebelde e insegura. Não sou modelo ideal de enfermeira, sou desastrada e preciso estudar mais. Não sou modelo ideal de filha e amiga, eu sou muito ocupada pra dar atenção a meus pais, amigos e amigas. Eu sou toda imperfeita e incompleta, nunca esperem mais que isso de mim, porque eu sou isso, até o que me falta faz parte de mim. Eu sou aquilo que você vê, eu sou tão transparente que muitas vezes eu falo sem pensar muito e às vezes dá merda. Eu não tenho maldade no coração, mas já fui má algumas vezes pra tentar me defender. Eu sou do amor e odeio desamor, mas não sou um modelo ideal de quem ama. Eu sou assim mesmo, pra quem goste e pra quem não goste, quem tiver achando ruim, me erre, vou continuar vivendo, assim, no meu mundinho.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...
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