O nome dele não é gabi, nem murilo, muito menos lucas. O nome dele não cabe aqui, o amor comeu, comeu também meu endereço, minha paz e minha guerra. Nunca vi um amor desses, só nas novelas e filmes, apenas suspeitava que existia, agora eu sinto e vivo. Um amor desses que te faz querer ser melhor em tudo, que te faz sorrir desde a hora que acorda até a hora de dormir de novo, um amor desses que enche a alma de luz e esperança, esperança de qualquer coisa bonita. Um amor. Um amor que mistura a sensibilidade da bossa nova com a alegria do carnaval. Esse amor comeu até meu medo da morte.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...

Todos os amores são primeiros... Vai por mim...
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