decidi que voltarei a me dedicar a isso aqui, o exercício da escrita pra mim sempre foi importante, acho que já falei disso antes... mas faz tempo, eu adorava escrever historinhas, eu tive vários diários, eu sempre gostei de escrever, não posso deixar que essa vida que sufoca a gente com tanta demanda, me deixe sem poesia, não posso. vou tentar voltar e inaugurar um novo início (pleonasmo né? licença poética) portanto, a partir de hoje, não me refiro mais ao meu blog como "PRETA SEM JUÍZO", apesar de ter convicção que tenho cada vez menos, principalmente depois de uns ataques de ansiedade que andei sofrendo, que o relato vai ficar pra os textos que pretendo escrever, mas quero me reapresentar como apenas "MELKA", meu nome é a única definição que me cabe, odeio referências como a que é enfermeira, a que é mãe, a que é feminista. estou voltando, pretendo me disciplinar a escrever pelo menos um texto por semana (pra dissertação ninguém quer escrever né?) e falar de tudo que vejo e de tudo que sinto, como sempre. vejo tanta coisa, sinto tanta coisa, preciso dividir, não posso guardar. que dê certo. será que das pessoas que sigo mais alguém fora altamiro borges e luciano siqueira ainda escrevem por aqui?
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...
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