Acabei de inventá-lo, como diria o mestre Cazuza, pra minha mera distração. O inventei e o programei com algumas exigências só minhas, gostar de política, falar sacanagem, não ter juízo. É o que preciso pra que se desenhe alguns sorrisos no canto da minha boca e que me deixe com vontade de querer sua presença em várias doses durante o dia, mesmo que por sms. As invenções nascem das necessidades, porém não são todas que se tornam úteis e agradáveis. Mas ele de fato me agrada necessariamente e isso basta, por enquanto.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...
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