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amor e xadrez

Quem já morreu de amor uma vez, morre de medo de amar de novo, amar dói na alma, não me diga o contrário. Mas é certo que a gente deve continuar vivendo pra poder amar de novo e deus parece que fica querendo testar o coração da gente pra ver se a gente aguenta mesmo. As paixões são inevitáveis/ inventáveis pra quem é feito de amor, como não se apaixonar quando encontra o beijo que encaixa, o abraço que aquece, o ombro que te faz querer pousar um pouco? Não tem jeito, tem que se jogar. Mas é certo também que quem já morreu de amor não se joga tão fácil assim e tenta disfarçar, mudar o caminho, colocar uma fantasia pra esconder as turbulências que o novo abraço tá causando, quase como uma guerra, calculando cada movimento e estratégias de combate, a gente se esconde até re-descobrir que amor não é um tabuleiro de xadrez.


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