Quem já morreu de amor uma vez, morre de medo de amar de novo, amar dói na alma, não me diga o contrário. Mas é certo que a gente deve continuar vivendo pra poder amar de novo e deus parece que fica querendo testar o coração da gente pra ver se a gente aguenta mesmo. As paixões são inevitáveis/ inventáveis pra quem é feito de amor, como não se apaixonar quando encontra o beijo que encaixa, o abraço que aquece, o ombro que te faz querer pousar um pouco? Não tem jeito, tem que se jogar. Mas é certo também que quem já morreu de amor não se joga tão fácil assim e tenta disfarçar, mudar o caminho, colocar uma fantasia pra esconder as turbulências que o novo abraço tá causando, quase como uma guerra, calculando cada movimento e estratégias de combate, a gente se esconde até re-descobrir que amor não é um tabuleiro de xadrez.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...

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