O amor é quase uma escolha, o amor se torna uma decisão política quando a gente encontra alguém que desperte em nós a vontade de amar e fica a questão, amar ou não amar? E decidir amar é amar de verdade, amar muito. O amor é exagero, só amo se for de muito, só amo se for com pressa e água na boca, só amo se for quente, não me serve amor morno, deixo para os que são acostumados com pouco, eu não, eu sou exagerada, amor pra mim é febre. Das mais variadas definições que posso usar pra o amor, pra mim que sou uma típica ariana acredito que amor está no exagero demasiado, não sei amar pouco, não sei amar em pequenas doses diárias, não sei amar devagarinho. Amar demais pra mim é uma necessidade vital, não tenho medo de amar sozinha, o amor que eu sou capaz de sentir pelo outro me pertence, só não me venha com "quases", ou " meio" meia saudade, meio querer, nada pela metade completa e gosto de transbordar, mesmo que transborde sozinha, o amor sou eu.
Tava pensando hoje que se eu pudesse "encomendar" alguém como a gente faz nos aplicativos de compras com opções de personalizar pedidos, incluir preferências, remover desagrados, o produto final seria você, exatamente assim, um combo perfeito com imperfeições de tudo que eu gosto, de tudo que me atrai, de tudo que eu quero ter por perto e sempre quis. Se tu não existisse e se pudesse, eu te encomendaria com toda certeza do mundo: com teus olhos bonitos e penetrantes, teu riso e tua risada, tua voz, tua presença dominadora, tuas ideias, tuas memórias, teus sonhos, tuas fantasias, teu compromisso, teu cuidado, tua disposição pra viver, tua doçura, tua inteligência, tua sabedoria, tua disponibilidade, tua safadeza, tu. E sem encomendar, planejar ou calcular, tu chegou, chegou em um pacote grande, transparente e fácil de abrir, sem arrodeio, virou presente e presença potente e permanente, presença que dá sentido, que sintoniza, que alegra, que cuida, que desmonta. Presente que ...
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